Projeto Caatinga Viva

25 maio 2016

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O projeto Caatinga Viva tem como objetivo principal a implantação de uma usina de briquetes com capacidade de fabricação anual de 4.680 toneladas em uma das áreas mais suscetíveis do Brasil ao processo de desertificação que é a região do Baixo Açu no Rio Grande do Norte. Nesta região, a população local, utiliza de forma irracional os recursos madereiros provenientes do bioma caatinga como a principal fonte de combustível energético para queima em fornos e fogões, tanto domésticos como industriais. A capacidade fabril desta usina equivale a 362.600 m3 de lenha, o que corresponde a exploração equivalente de 400 ha/ano da caatinga , no qual, devido a baixa resiliência da vegetação (em torno de 15 anos), representaria uma não exploração, e consequentemente a conservação de uma área correspondente a 6.044 ha do bioma caatinga no período. A biomassa a ser fornecida para esta biofábrica está prevista para ser produzida por grupos organizados de agricultores e extrativistas (carnaubeiros) locais. A usina será instalada no campus agrícola do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), que incubará uma cooperativa dos extrativistas da carnaúba e agricultores rurais que participara diretamente na gestão da usina, na produção e fornecimento de biomassa para produção de briquetes, atuando em toda cadeia.

Será plantado 60 ha de capim elefante, 100 ha de replantio de espécies do bioma caatinga e será utilizado resíduos oriundos da palha de carnaúba extraída pelos carnaubeiros. As tecnologias adaptadas e geradas, bem como um amplo programa de educação ambiental em muitas escolas, associações de produtores, cooperativas, etc, estão previstas para atingir um público de mais de 10.000 pessoas, através de cursos, treinamentos, seminários, palestras, aperesentações de teatro de mamulengos para crianças, etc. Desta maneira a ONG Carnaúba Viva, juntamente com a EMBRAPA, o IFRN, a ANEA e a CAERN, unem esforços e conhecimentos específicos para implementar na região uma verdadeira revolução no modo de produção energética, conservando seu bioma e transferindo tecnologias e um amplo programa de treinamento e educação ambiental para a comunidade envolvida diretamente com o problema e para os técnicos que atuam na região. Os resultados destas ações podem ser replicadas em várias regiões do semi-árido nordestino que apresentam as mesmas características e problemas enfrentados na área de atuação do projeto. O valor do investimento solicitado a Petrobras foi de 3.342.275,73 reais. Entre os principais resultados esperados pelo projeto está a substituição de praticamente 100 % da lenha utilizada na indústria ceramista da região, e uma diminuição significativa da pressão antrópica sobre a vegetação nativa da caatinga que terá possibilidade de regeneração natural muito mais acelerada. Outro importante aspecto do projeto, é o envolvimento da consercionária de águas e esgotos do RN que testará em escala real de uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da região, o polimento final de suas águas residuárias para produção de biomassa também para briquetagem. Se os estudos se mostrarem viáveis, a CAERN assume um compromisso de replicar essa tecnologia de polimento de esgoto para produção de biomassa para todas as suas ETEs do Estado do Rio Grande do Norte.



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