Carnauba Viva

Artesã do Projeto Carnaúba Viva.

14 abril 2016

O Projeto Carnaúba Viva

O carro chefe da Organização Carnaúba Viva, seu mantenedor e maior motivo de sua sobrevida e grande sucesso tem sido o Projeto Carnaúba Viva, projeto de propriedade da Petrobras, nascido na empresa e elaborado pela Carnaúba Viva, somado a alguns dos nossos objetivos, nasceu paralelo à organização.

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O INÍCIO – Aproveitando uma necessidade da Petrobras, de revestir alguns de seus dutos (linha de vapor), e o alto custo que têm com materiais industrializados, cuja comercialização não traz nenhum beneficio às comunidades da região onde são aplicados, sem contarmos com o prejuízo causado pelo furto do alumínio, providencialmente a esta necessidade e a criação do “Programa Petrobras Fome Zero” implantado pela Petrobras, que incentiva a geração de renda, o voluntário deste programa, o Sr. João Batista Dantas, viu a possibilidade de substituir as coberturas dos dutos pela esteira de palha de carnaúba impermeabilizada, baixando custos para a empresa e gerando renda para a população mais carente e juntamente com isso resgatar a cultura do artesanato com a palha de carnaúba, e implantando o desenvolvimento sustentável, servindo como estimulo a preservação da carnaúba de tanta importância para o equilíbrio ecológico da nossa região, ajudando a barrar o atual quadro de devastação e servindo de base para um trabalho social, viabilizamos esta engrenagem, a fim de tornar real este ideal, da qual, a Carnaúba Viva, comunga e é instrumento para sua realização.

DIFERENCIAL – É um projeto que alcançou um nível de reconhecimento nacional e até o momento não necessitou de um desembolso financeiro, como, geralmente, é necessário em projetos sociais, ambientais e culturais, foi dada a pessoas comuns (artesãos), que passavam por uma situação social de exclusão total, uma oportunidade de fornecer um produto a PETROBRAS, gerando uma economia para a Empresa e o resgate da dignidade por parte de seus beneficiários.

DA NATUREZA DO PROJETO– Projeto Social, Ambiental, Cultural e de Gênero:

Social: foi criado dentro da Petrobras, a partir de um desafio feito aos voluntários do Programa Petrobras Fome Zero, que era o de gerar renda para pessoas carentes, programa que serviu como instrumento de ingresso de pessoas carentes como fornecedores de um produto eficiente e mais barato;

Ambiental: Visamos também fazer um trabalho voltado para a valorização e preservação do meio ambiente, como auto-sustentabilidade, consciência ecológica, reciclagem do lixo, total aproveitamento da palha de carnaúba e dos seus substratos, produzindo papel artesanal; plantio de espécimes de carnaúba nos lotes das famílias inscritas no projeto e criação de duas Áreas de Reserva de carnaúba e conservação do Bioma Caatinga nos Vales do Açu no RN e do Jaguaribe no CE.

Cultural: por intermédio deste projeto se conseguiu o resgate parcial da cultura e da viabilidade econômica do artesanato com a palha e o talo de carnaúba, com a venda de peças decorativas e utilitárias.

Gênero: O Projeto atende em sua grande maioria mulheres de comunidades rurais, cerca de 85% das pessoas atendidas são do sexo feminino, grande parte dessas mulheres antes não tinham nenhuma fonte de renda, hoje ganham em média R$250,00, com possibilidade de ganharem mais de um salário por mês, caso trabalhem oito horas diária durante cinco dias na semana.

HISTÓRICO DO PROJETO – De inicio João Batista encomendou algumas esteiras a Grácia, seis para ser mais exato, sem no entanto especificar no inicio qual seria seu fim, a primeira pessoa a tomar conhecimento desta idéia foi o gerente de construção e montagem da Petrobras do Ativo de Alto do Rodrigues o Sr. Vicente Pontes Pinheiro que acreditou e abraçou a idéia, tornando possível a sua execução, no dia da inauguração do Programa Petrobras Fome Zero nacional, onde o presidente Lula de Brasília através de um telão acionou a abertura do poço no Assentamento Palheiros 3, em Upanema/RN, João Batista telefonou para Dario e Grácia convidando-lhes para este evento e informando-lhes que em Upanema se encontravam muitas artesãs da esteira de palha de carnaúba, eles acreditando na ideia, foram, neste mesmos dia, teve inicio a formação do primeiro grupo produtivo de esteiras.

Como tudo neste projeto tem sido providencial, quis o destino que o primeiro assentamento e o que atende maior número de pessoas (90), se chame Palheiros, onde não ha sequer uma carnaúba para produção da palha, hoje existe uma grande quantidade de palha armazenada e boa parte dos sues moradores sobrevivem dela.

O Projeto fornece as esteiras para envolver os dutos da PETROBRAS que conduzem vapor, protegendo-os, minimizando a transmissão da temperatura para o meio externo, como também proteger o material isolante (perlita expandida) das ações do tempo como: sol, chuva, vento, etc.

Iniciamos reunindo pessoas carentes que dominam a técnica de produção de esteiras e levavam uma vida ociosa, dando-lhes alguma perspectiva de um futuro melhor, quando nos referimos a pessoas carentes, estamos nos referindo a vários tipos de carência, não só a financeira, mas também a carência de oportunidades, de sociabilidade, cultural, artística, educacional, e de auto-estima, abrindo o ângulo de visão destas pessoas, mostrando as possibilidades, dando os meios para realiza-las.

PRÊMIOS DO PROJETO CARNAÚBA VIVA

1º lugar WPC Excellence Awards 2008 no 19th World Petroleum Congress, categoria Grandes Empresas;

1º lugar Nacional do Prêmio Petrobras de Excelência em SMS 2006;

1º lugar do Prêmio FINEP de Inovação Tecnologica 2005 da Região Nordeste na categoria Inovação Social;

Finalista nacional do Prêmio ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) Brasil 2005;

AMPLIAÇÃO – Posteriormente a Carnaúba Viva passou a impermeabilizar as esteiras, gerando renda para mais pessoas.

João Batista não satisfeito com tantas boas idéias e com seus resultados, inventou a cinta para segurar as esteiras com trança de chapéu de palha de carnaúba impermeabilizada, em substituição a grampos metálicos que oxidavam e se rompiam.

Recentemente, Batista conseguiu aprovar mais uma idéia junto a PETROBRAS, as grades produzidas com o talo e a palha da carnaúba de forma artesanal, para as linhas de surgência, onde passa o óleo extraído dos poços, a função das grades, ao contrário do isolante térmico, é permitir a troca de temperatura com o ambiente diminuindo a temperatura do óleo e conseqüentemente do duto e semelhante a perlita e a esteira, protege as comunidades por onde os dutos passam. Incluindo socialmente mais pessoas, nas comunidades do Porto Piató em Assu, Assentamentos Rurais Pedro Ezequiel Araujo em Ipanguaçu, Cavaco e Morada do Sol em Carnaubais, e a comunidade de Carnaubal também neste município, e o Projeto de Valorização da Vida em Macau todos no Rio Grande do Norte e comunidade de Ilha de São José em Aracatí no Ceará.

ALCANCE – Após testes e aprovação para utilização da esteira impermeabilizada como proteção de isolante térmico das linhas de vapor da Petrobras e as grades de proteção para linhas de surgência, chegamos a atender mais de 440 pessoas em dezesseis grupos produtivos em dez municípios em dois Estados, contamos com três grupos produtivos em Upanema, além de outros nos municípios de Assu, Itajá, Mossoró, Ipanguaçu, Carnaubais e Macau no RN e cinco grupos em Aracatí no CE, visando criar meios de melhorar a sobrevivência destas famílias e descobrir junto com elas formas adequadas de convivência com a seca.

O projeto chegou a gerar no seu pico, sem contar as desistências, trabalho para mais de 200 artesãs de esteiras (manta), 70 artesãs de trança (cinta), 150 artesãos da grades, 15 impermeabilizadores, 6 administradores entre outros, totalizando um número de 441 pessoas atendidas diretamente e tinha um grande potencial de crescimento, os artesãos ganhavam em média um salário mínimo e tem deles que chegaram a ganhar dois salários mínimos.

No ano de 2009 o Projeto Carnaúba Viva teve uma transformação da forma que foi proposto, com a abertura de licitação para a aquisição das mantas, o que nos forçou a comprar as esteiras de palha de carnaúba por preço de mercado o que implica em diminuir consideravelmente o valor da mão-de-obra de artesãs, fugindo da proposta inicial que era de remunerar com pelo menos o valor do salário mínimo vigente, para quem produz em torno de 40 h semanais, sabendo que a maioria das artesãs produzem uma esteira (2m x 1m) pelo preço de R$ 3,00, maior que a padrão (1,5m x 0,80m), pela qual chegaram a receber R$ 7,00 conseguimos aprovar um meio termo que ficou estipulado em R$ 5,00 a esteira de 1,5 x 0,80m.

Dario Gaspar Nepomuceno

Assu/RN, 15 de março de 2010



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